Editorial

Gustavo Tepedino

Resumo


Atribui-se à literatura norte-americana a percepção de que “a visão do patíbulo aguça a mente”. No momento da crise lancinante que ameaça destruir a Universidade Pública, é hora de se pensar em soluções (alternativas ou não) para o financiamento do ensino e pesquisa indispensáveis ao desenvolvimento econômico e social. Enquanto se assiste, ano após ano, ao acintoso estiolamento dos recursos necessários às suas atividades, a comunidade universitária tem tido dificuldade de dialogar com serenidade.

Salvar a Universidade Pública hoje significa superar preconceitos e admitir outras fontes de financiamento ao lado do orçamento público específico, o qual, evidentemente, há de continuar a ser reivindicado. Eis o único modo de assegurarmos o ensino público e gratuito, para promover o papel transformador e formador de nossa Universidade, na direção dos rankings mundiais de excelência, de produção científica, e, ao mesmo tempo, da solidariedade social, revertendo-se à sociedade os robustos investimentos públicos recebidos. Oxalá a crise atual permita à sociedade revigorar a Universidade Pública, fundamental para o progresso da ciência, para a formação de lideranças e para a busca de soluções para o desenvolvimento humano do país.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.