Stefano Rodotà e sua obra imortal

Gustavo Tepedino

Resumo


O falecimento do Professor Stefano Rodotà, em 23 de junho de 2017, representa perda incalculável não apenas para o direito civil, disciplina da qual foi Professor Emérito da Faculdade de Direito La Sapienza, em Roma. Um dos maiores intelectuais italianos do seu tempo, humanista, cientista político, filósofo, literato, há 60 anos Rodotà produzia, ininterruptamente, contribuições decisivas para a compreensão da evolução do direito e da sociedade contemporânea. Figura humana extraordinária, de simplicidade desconcertante, Rodotà preservava sempre sua voz gentil, mansa e rouca nos debates mais acalorados que, ao longo de sua vida, o manteve sempre, com coerência impressionante, ao lado dos vulneráveis, em busca da igualdade social, da solidariedade e da dignidade humana. Sua obra certamente permanecerá como guia e agenda para muitas gerações de estudiosos

Das muitas lições que o Professor Rodotà nos deixa, encontra-se a inquietude que o acompanhou até os 84 anos, e que o manteve permanentemente disposto a sair da zona de conforto intelectual para, com ideias precursoras, buscar construir o direito vivo, forjado a partir das necessidades concretas da pessoa humana, em que igualdade e solidariedade sejam os alicerces de transformação social. Oxalá sejamos protagonistas desse movimento do qual Rodotà foi o principal artífice, esconjurando-se definitivamente do jurista contemporâneo o papel de notário da história


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