O regime da separação obrigatória de bens das pessoas maiores de setenta anos: uma análise da posição do Supremo Tribunal Federal

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Abstract

O presente texto tem como objetivo investigar as controvérsias envolvendo o regime da separação obrigatória de bens, quando imposto à indivíduos maiores de setenta anos que pretendam contrair casamento, ou constituir união estável. Em um primeiro momento, o texto promove uma análise das principais opiniões doutrinárias envolvendo as principais questões sobre o tema para, a seguir, analisar a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal Brasileiro a respeito da constitucionalidade do art. 1.641, II, do Código Civil.  A conclusão é que a Corte, ao determinar a manutenção da norma, desde que interpretada como norma dispositiva (passível de ser afastada pela manifestação formal de vontade dos interessados) foi criticável por ter ficado a um "meio-caminho", não extirpando o instituto do ordenamento, contudo mantendo-o inteiramente desfigurado. Pior ainda: optando por uma solução que tende a mostrar-se completamente inócua, diante da realidade brasileira.

Author Biography

Luiz Augusto Castello Branco de Lacerda Marca da Rocha, Centro Universitário Augusto Motta (UNISUAM)

Doutor em Direito Pela Universidade Veiga de Almeida - UVA. Mestre em Direito pela UCP. Especialista em Direito Civil/Processo Civil pela UNESA. Bacharel em Direito pela UFRJ. 

Published

2026-06-18

How to Cite

Castello Branco de Lacerda Marca da Rocha, L. A. (2026). O regime da separação obrigatória de bens das pessoas maiores de setenta anos: uma análise da posição do Supremo Tribunal Federal. Revista Brasileira De Direito Civil, 34(4), 253–276. Retrieved from https://rbdcivil.ibdcivil.org.br/rbdc/article/view/1253

Issue

Section

Jurisprudência Comentada