Do protagonismo à marginalização: a sucessão do parceiro afetivo na proposta de reforma do Código Civil (PL 4/2025)
Resumo
O artigo examina a sucessão do cônjuge e do companheiro no direito civil brasileiro, com enfoque no Projeto de Lei nº 4/2025. A partir de uma abordagem histórico-normativa, perpassando pela legislação e jurisprudência, o objetivo é avaliar se o reposicionamento dos parceiros afetivos na ordem de vocação hereditária constitui avanço ou retrocesso em relação às conquistas constitucionais e jurisprudenciais. Com base no método dedutivo e em pesquisa bibliográfica crítica, demonstra-se que projeto relega o parceiro afetivo a posição subsidiária e o excluí do rol de herdeiros necessários, fragilizando garantias sucessórias já reconhecidas. Sob o argumento da autonomia privada, a proposta reforça desigualdades históricas e rompe com os princípios da igualdade, da dignidade da pessoa humana e da proteção às famílias plurais. Conclui-se que, neste aspecto, a reforma configura retrocesso jurídico, social e constitucional.
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