A imagem formada através de inteligência artificial como objeto de tutela do direito civil

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Resumo

O presente artigo visa analisar o conceito de direito à imagem diante das novas tecnologias de inteligência artificial e deep fake, sobretudo no que concerne às pessoas falecidas colocadas em situações que, pela história de vida delas, provavelmente não se repetiriam caso estivessem vivas. Como objetivo geral tem-se a análise dos conceitos de direito à imagem em face de novas tecnologias. Como objetivos específicos temos a análise da tutela do direito à imagem no Direito Civil brasileiro e se essa tutela é adequada para salvaguardar a imagem e a honra com o advento da inteligência artificial. Para tanto, analisou-se o comercial de comemoração dos 70 anos da empresa alemã Volkswagen no Brasil, com a participação da cantora Maria Rita e a reprodução por meio de inteligência artificial de sua mãe, a também cantora Elis Regina, morta em 1982. Como metodologia, o presente artigo utilizou-se de revisão bibliográfica aplicando-se o método hipotético-dedutivo, tendo chegado à conclusão de que os conceitos tradicionais que envolvem o direito à imagem não são suficientes para salvaguardar os direitos de personalidade em face das novas tecnologias de inteligência artificial.

Biografia do Autor

Caroline Miceli, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Cientista Social. Advogada. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e Mestre em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Lisboa.

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Publicado

05.12.2025

Como Citar

Miceli, C. (2025). A imagem formada através de inteligência artificial como objeto de tutela do direito civil. Revista Brasileira De Direito Civil, 34(2), 277. Recuperado de https://rbdcivil.ibdcivil.org.br/rbdc/article/view/1091